quinta-feira, 4 de julho de 2013

Corpus Christi 2013

Homilia de Sua Santidade Francisco na solenidade de Corpus Christi de 2013.
Amados irmãos e irmãs
No Evangelho que ouvimos há uma expressão de Jesus que sempre me impressiona: «Dai-lhes vós mesmos de comer» (Lc 9, 13). A partir desta frase, deixo-me orientar por três palavras: seguimento, comunhão e partilha.
Antes de tudo: quem são as pessoas às quais dar de comer? Encontramos a resposta no início do trecho evangélico: é a multidão. Jesus encontra-se no meio do povo, acolhe-o, fala-lhe, preocupa-se por ele e manifesta-lhe a misericórdia de Deus; do meio do povo escolhe os doze Apóstolos para permanecer com Ele e para se imergir com Ele nas situações concretas do mundo. E o povo segue-o, ouve-o, porque Jesus fala e age de um modo novo, com a autoridade de quem é autêntico e coerente, de quem fala e age com verdade, de quem oferece a esperança que vem de Deus, de quem é a revelação do Rosto de um Deus que é amor. E o povo, com alegria, bendiz a Deus.
Esta tarde nós somos a multidão do Evangelho; também nós procuramos seguir Jesus para o ouvir, para entrar em comunhão com Ele na Eucaristia, para o acompanhar e a fim de que Ele nos acompanhe. Interroguemo-nos: como sigo Jesus? Jesus fala em silêncio no Mistério da Eucaristia, e recorda-nos de cada vez que segui-lo quer dizer sair de nós mesmos e fazer da nossa vida não uma nossa posse, mas uma dádiva a Ele e ao próximo.
Demos um passo em frente: de onde deriva o convite que Jesus dirige aos discípulos, para que dêem também eles de comer à multidão? Deriva de dois elementos: em primeiro lugar da multidão que, seguindo Jesus, se encontra ao relento, longe dos lugares habitados, enquanto já anoitece, e depois da preocupação dos discípulos, os quais pedem a Jesus que despeça a multidão, a fim de que vá aos povoados vizinhos para encontrar alimento e hospedagem (cf. Lc 9, 12). Diante das necessidades da multidão, eis a solução dos discípulos: cada um pense em si próprio; despedir a multidão! Cada um pense em si próprio; despedir a multidão! Quantas vezes nós, cristãos, temos esta tentação! Não assumimos as necessidades do próximo, despedindo-o com um piedoso: «Que Deus te ajude!», ou com um não tão piedoso: «Boa sorte!», e se não nos virmos mais... Todavia, a solução de Jesus vai noutro rumo, numa direcção que surpreende os discípulos: «Dai-lhes vós mesmos de comer». Mas como é possível dar de comer a uma multidão? «Só temos cinco pães e dois peixes, a não ser que nós mesmos vamos e compremos alimentos para todo este povo» (Lc 9, 13). Mas Jesus não desanima: pede aos discípulos que mandem as pessoas sentar-se em grupos de cinquenta pessoas, eleva o olhar para o céu, recita a bênção, parte os pães, dando-os aos discípulos para que os distribuíssem (cf. Lc 9, 16). Trata-se de um momento de profunda comunhão: agora a multidão, saciada pela palavra do Senhor, é alimentada pelo seu pão de vida. E todos ficaram fartos, observa o Evangelista (cf. Lc 9, 17).
Esta tarde, também nós estamos ao redor da mesa do Senhor, do altar do Sacrifício eucarístico onde Ele nos oferece mais uma vez o seu Corpo, tornando presente a única oferenda da Cruz. É ao ouvir a sua Palavra, ao alimentar-nos do seu Corpo e do seu Sangue, que Ele nos faz passar do ser multidão ao ser comunidade, do anonimato à comunhão. A Eucaristia é o Sacramento da Comunhão, que nos faz sair do individualismo para viver juntos o seguimento, a fé nele. Então, deveríamos perguntar-nos todos, diante do Senhor: como vivo a Eucaristia? Vivo-a de modo anónimo, ou como momento de verdadeira comunhão com o Senhor, mas inclusive com todos os irmãos e irmãs que compartilham esta mesma mesa? Como são as nossas celebrações eucarísticas?
Um último elemento: de onde nasce a multiplicação dos pães? A resposta encontra-se no convite de Jesus aos discípulos: «Dai-lhes vós mesmos…», «dar», compartilhar. Que compartilham os discípulos? Aquele pouco do que dispõem: cinco pães e dois peixes. Mas são precisamente aqueles pães e peixes que, nas mãos do Senhor, saciam toda a multidão. E são exactamente os discípulos confusos diante da incapacidade dos seus meios, da pobreza daquilo que podem pôr à disposição, que mandam as pessoas acomodar-se e que distribuem — confiando na palavra de Jesus — os pães e os peixes que saciam a multidão. E isto diz-nos que na Igreja, mas também na sociedade, uma palavra-chave da qual não devemos ter receio é «solidariedade», ou seja, saber pôr à disposição de Deus aquilo que temos, as nossas capacidades humildes, porque somente na partilha e no dom a nossa vida será fecunda e dará fruto. Solidariedade: uma palavra malvista pelo espírito mundano!
Esta tarde, mais uma vez, o Senhor distribui-nos o pão que é o seu Corpo, fazendo-se dom. E também nós experimentamos a «solidariedade de Deus» para com o homem, uma solidariedade que nunca se esgota, uma solidariedade que não cessa de nos surpreender: Deus faz-se próximo de nós; humilha-se no sacrifício da Cruz, entrando na obscuridade da morte para nos dar a sua vida, que vence o mal, o egoísmo e a morte. Jesus entrega-se a nós também esta tarde na Eucaristia, compartilha o nosso próprio caminho, aliás, faz-se alimento, o alimento autêntico que sustém a nossa vida inclusive nos momentos em que a vereda se torna árdua, quando os obstáculos diminuem os nossos passos. E na Eucaristia, o Senhor faz-nos percorrer o seu caminho, que é de serviço, de partilha e de dom, e aquele pouco que temos, o pouco que somos, se for compartilhado, torna-se riqueza porque o poder de Deus, que é de amor, desce até à nossa pobreza para a transformar.
Então perguntemos esta tarde, adorando Cristo realmente presente na Eucaristia: deixo-me transformar por Ele? Permito que o Senhor, que se doa a mim, me oriente para sair cada vez mais do meu espaço limitado, para sair e não ter medo de doar, de compartilhar, de amá-lo, de amar o próximo?
Irmãos e irmãs: seguimento, comunhão e partilha. Oremos a fim de que a participação na Eucaristia nos estimule sempre: a seguir o Senhor cada dia, a ser instrumentos de comunhão, a partilhar com Ele e com o nosso próximo aquilo que nós somos. Assim, a nossa existência será verdadeiramente fecunda. Amém!

Fotos da Solenidade na Paróquia Nossa Senhora Aparecida. 
































































sábado, 25 de maio de 2013

PROGRAMAÇÃO PARA CORPUS CHRISTI



Dia 27-05 : SEGUNDA-FEIRA
19h – Terço dos Homens
19:30h – Celebração Eucarística
Tema de reflexão: Maria e a Eucaristia


Dia 28-05 : TERÇA-FEIRA
19h – Terço com a RCC e Pastoral do Batismo
19:30h – Celebração Eucarística
Tema de reflexão: Eucaristia e Comunhão Eclesial

Dia 29-05 : QUARTA-FEIRA
19h – Terço da Família com as ENS
19:30h – Celebração Eucarística
Tema de reflexão: A presença real e verdadeira de Cristo na Eucaristia



Dia 30-05 : QUINTA-FEIRA
09:00h – Solene Celebração Eucarística com todas as comunidades na Matriz
11:00h – Adoração ao Santíssimo com os Ministros da Eucaristia
12:00h – Adoração ao Santíssimo com a RCC e Grupo Ascender
13:00h – Adoração ao Santíssimo com as Pastorais do Batismo, Eucaristia e Dízimo
14:00h – Adoração ao Santíssimo com o Apostolado da Oração e Legião de Maria
15:00h – Adoração ao Santíssimo com as Equipes de Nossa Senhora
16:00h – Adoração ao Santíssimo com as Equipes de Liturgia e Cantos
16:30h – Solene procissão pelas ruas e Bênção com o Santíssimo Sacramento 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Hoje a Igreja celebra a Festa de Nossa Senhora Auxiliadora


Hoje 24 de maio a Igreja celebra a festa de Nossa Senhora Auxiliadora.
Historicamente, a difusão do título de Maria "Auxílio dos Cristãos", começou ao redor de 1558, quando esta invocação era mencionada nas ladainhas que se recitavam no santuário de Loreto (Itália). Estas foram aprovadas pelo Papa Clemente VIII em 1601.
Entretanto, são três datas as que marcam a divulgação universal da devoção à Santíssima Virgem sob o título de Auxiliadora dos Cristãos, sendo a primeira desta em 7 de outubro de 1571, dia da batalha de Lepanto.
Nessa ocasião, a frota cristã venceu os turcos com o Auxílio de Maria. Depois da vitória, propagou-se a invocação de "Maria Auxílio dos Cristãos", de boca dos soldados sobreviventes de Lepanto, difundindo-se por toda a Europa.
A segunda data importante é 12 de setembro de 1683 quando o rei da Polônia, Juan Sobieski, apesar de contar com um exército inferior em forças, mas encomendando-se à ajuda de Maria Auxiliadora, venceu o exército russo.
Finalmente em 24 de maio de 1814, o Papa Pio VII, libertado da prisão napoleônica pela intervenção da Virgem Maria, entrou triunfante em Roma. Alguns meses mais tarde, instituiu a festa de "Maria Auxiliadora".



quarta-feira, 22 de maio de 2013

Arcebispo de Oklahoma: Caminharemos com o povo através da sua recuperação




OKLAHOMA, 22 Mai. 13 / 10:58 am (ACI/EWTN Noticias).- Após o devastador tornado que afetou em 20 de maio a cidade de Moore, Oklahoma (Estados Unidos) cobrando a vida de dezenas de pessoas e numerosos feridos, o Arcebispo da cidade, Dom Paul S. Coakley, divulgou um agradecimento pelas orações que recebem de pessoas do país e de todo o mundo, e ressaltou que junto aos fiéis "caminharemos com o povo de Oklahoma através da sua recuperação".
Através de um comunicado na página Web da Arquidiocese, o Prelado assinalou que "receberam ‘uma avalanche’ de orações, entre elas as do Santo Padre Francisco, do Núncio Apostólico, Arcebispo Carlo María Viganó e do presidente da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos e Arcebispo de Nova Iorque, Cardeal Timothy Dolan".
Disse que "nossa primeira preocupação é pelas vítimas que perderam suas vidas e pelos seus seres queridos que ficaram feridos ou perderam suas propriedades".
Destacou que "estamos comovidos pelos esforços dos socorristas que deixaram de lado os seus assuntos pessoais para ajudar os outros neste momento de necessidade. Devemos-lhes uma dívida de gratidão e podem contar com nossas orações".
"Logo que seja possível, vou estar no lugar dos fatos em Moore para ajudar e oferecer alívio e consolo a todas as pessoas que queiram ou estejam necessitadas. Enchemo-nos de esperança em tempos como estes com o convite de Jesus ‘Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei’", manifestou Dom Coakley.
O Arcebispo assinalou que junto a Caridades Católicas de Oklahoma trabalharão "para garantir uma resposta suave e completa não só para as necessidades imediatas das pessoas afetadas pelas tormentas violentas, mas também para suas necessidades a longo prazo enquanto reconstroem suas vidas". Sublinhou que "estamos ali para longo prazo e em geral, somos os últimos a ir embora".
Caridades Católicas de Oklahoma City está atualmente aceitando doações no site: https://ccokc.ejoinme.org/?tabid=406485

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Aniversário de Ordenação de Pe. Erisson

Na última terça, dia 30, a paróquia de Nossa Senhora Aparecida celebrou com muita alegria o terceiro aniversário de Ordenação Sacerdotal do seu pároco,  Pe. Erisson Roberto Monteiro da Silva, CSsR. Pela primeira vez celebrando o seu aniversário na nossa paróquia, o Pe. Erisson presidiu a Santa Missa onde, junto com seu vigário, Pe. José Rinaldo CSsR, e com os seus fiéis paroquianos, agradeceu a nosso Senhor Jesus Cristo pelo dom da sua vocação Sacerdotal na Igreja, no ceio da Congregação do Santíssimo Redentor. 
Após a Santa Missa, os povo se reuniu com o seu pastor, para juntos se confraternizarem em uma pequena comemoração.